Toda semana recebemos alguém que já decidiu abrir empresa, mas ainda não sabe por onde começar. E o erro mais comum é começar pelo registro antes de definir o básico. Quem pula essa etapa costuma corrigir CNAE errado, regime tributário mal escolhido ou estrutura societária confusa meses depois, quando já é mais caro consertar do que teria sido decidir certo desde o início.
Antes de qualquer coisa, defina o básico do negócio
Antes de abrir CNPJ, é preciso ter clareza sobre o que vai ser vendido (produto ou serviço), onde a empresa vai atuar (cidade, estado, online) e se vai ter sócio ou não. Essas três respostas moldam praticamente todas as decisões seguintes, do tipo de empresa ao regime tributário.
Passo 1: escolher o tipo de empresa
O enquadramento depende do faturamento projetado. MEI cobre até R$ 81 mil por ano, ME vai até R$ 360 mil, e EPP até R$ 4,8 milhões. Cada categoria tem regras e custos diferentes, e escolher pensando apenas no momento atual, sem projetar o crescimento do negócio, é um erro recorrente.
Passo 2: definir o CNAE com cuidado
O CNAE é o código que identifica a atividade da empresa perante o fisco. Escolhido errado, ele pode gerar restrição de crédito, tributação incorreta e problemas na emissão de nota fiscal questões que só aparecem quando o negócio já está em operação.
Passo 3: escolher o regime tributário
Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real: essa escolha impacta diretamente quanto a empresa paga de imposto, e vale ser feita com simulação, não por padrão de mercado.
Passo 4: formalizar o registro
Com essas definições em mãos, o registro segue uma sequência: contrato social na Junta Comercial, CNPJ na Receita Federal, Inscrição Estadual (para quem vende produtos) e alvará de funcionamento na prefeitura.
Passo 5: separar pessoa física de pessoa jurídica
Abrir conta PJ não é burocracia extra é o que protege o empresário juridicamente e organiza o controle financeiro do negócio desde o primeiro dia.
Passo 6: habilitar a emissão de nota fiscal
Sem nota fiscal habilitada junto à prefeitura ou ao estado, a empresa fica sem acesso a crédito e fora do radar de clientes corporativos, que costumam exigir esse documento para fechar contrato.
Abrir empresa pode parecer burocrático porque, isolada, cada etapa parece simples mas a ordem e as decisões tomadas em cada uma delas é que determinam se o negócio nasce organizado ou se vai corrigir problemas nos primeiros meses.
É exatamente esse acompanhamento, desde a definição do CNAE até o regime tributário, que a equipe da Queiroz e Venâncio faz por você. Agende o seu diagnóstico e comece do jeito certo.